Encontro I – Água e Saúde, primeiro do ciclo “Água e Cidadania – Vamos Conversar sobre Nosso Município?”


 

O Consorcio PCJ junto a Petrobrás Replan estão realizando com apoio de outras instituições como a Iandé e parceiros, encontros para discutir e compreender a água e as suas relações com a cidadania. Desta forma foi realizado no dia 28/04/2016 em Piracicaba o primeiro encontro do ciclo, “Água e Cidadania – Vamos Conversar sobre Nosso Municipio?” . Este contou no período da manhã com os palestrantes Eduardo Léo (Agência PCJ), José Carlos Esquierro (SEMAE), Prof. Dr. Marcos Sorrentino (ESALQ/USP), Marcio Ermida (Sec. Municipal de Piracicaba Centro de controle de Zoonose).

O palestrante Eduardo Léo (Agência PCJ), abordou a temática da gestão de recursos hídricos e a governança da água na região, dizendo da importância de promover a participação popular nos processos de  gestão das bacias bem como para a construção de políticas. Relatou algumas lacunas da gestão de recursos hídricos que precisam ser preenchidas para o aprimoramento das políticas públicas, também questionou as adaptações das políticas de RH, com outras políticas como por exemplo a política de saneamento básico e estas adaptações serem consideradas na construção dos planos de RH.

O palestrante José Carlos Esquierro (SEMAE), iniciou falando sobre a crise hídrica que passamos em 2014 e a construção do plano de recursos hídricos de Piracicaba, onde abordou a dificuldade da elaboração do mesmo, devido as diferenças de objetivos e as divergências causadas pelos partidarismos políticos, finalizou fazendo uma apresentação do plano de RH de Piracicaba.

O palestrante Prof. Dr. Marcos Sorrentino (ESALQ/USP) iniciou sua fala questionando a fala dos palestrantes anteriores a ele, perguntando se os argumentos dos palestrantes não pertencem a uma mesma origem ou base de um problema, não está em uma mesma motivação, uma causa? Continuou o questionamento: “Será que o sucesso das políticas públicas em nosso país, não estão correlacionadas a manter o sistema do jeito que ele é atualmente, para manter a alienação, o distanciamento de grande parcela da sociedade ao bem público? ” Abordou também sobre a inviabilidade de continuarmos a caminhar com essa forma de organização do sistema e falou da necessidade de criarmos processos educadores que acumulem forças, e de não transformarmos tudo em mercadoria principalmente a água.

Já o palestrante Márcio Ermida, abordou a relação do mosquito da dengue com as questões da água trazendo alguns dados de saneamento da cidade, falou da associação que as pessoas realizam de sujeira e mosquito, mas que não necessariamente essa relação é verdadeira. Falou sobre surtos ocorrido na região e seus motivos.

No período da tarde ocorreram oficinas temáticas e uma metodologia participativa conhecida como world café, onde houve uma discussão a partir de perguntas:

  • Que oportunidades o envolvimento da sociedade com a água nos traz?
  • Quais os desafios para gerenciar a água do nosso município?
  • O que é fundamental na construção de políticas públicas neste contexto?

Essas deram embasamentos para as pessoas construírem propostas que contribuem para o gerenciamento dos recursos hídricos.

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