Água e Planejamento Urbano, segundo encontro do ciclo Água e Cidadania!!


Com o objetivo de dialogar sobre a construção e execução de políticas municipais relacionadas aos recursos hídricos, através de palestras, diálogos e troca de experiências em grupos de trabalho e oficinas, realizou-se no dia 05 de maio em Campinas no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) o segundo encontro do ciclo, “Água e Cidadania: Vamos conversar sobre nosso município?” e como tema do encontro: Água e Planejamento Urbano .  Foi realizado pelo Consórcio PCJ e pela Petrobras Replan em parceria com a Iandé, com a Sanasa Campinas e com a Enraíze. Nesse encontro houve a participação de cerca de 60 pessoas e de quatro palestrantes: Eduardo Léo (Agencia PCJ), Geraldo Ribeiro Neto (Departamento do Verde e Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Campinas), Gustavo Arthur Prado (Engenheiro da SANASA) e Prof. Dr. Sandro Tonso (UNICAMP).

O palestrante Eduardo Léo (Agência PCJ), abordou a temática da gestão de recursos hídricos e a governança da água na região das bacias PCJ, tratou da importância da participação dos atores, que estão pensando a gestão da bacia na escala municipal, nos comitês PCJ ressaltando ser este o espaço para estas discussões. Apresentou o esforço da Agência em fomentar este debate a partir de dois projetos que estimularam os municípios a construírem suas políticas de recursos hídricos.  Relatou algumas lacunas da gestão de recursos hídricos que precisam ser preenchidas para o aprimoramento das políticas publicas, também apontou as correlações das políticas de RH com outras políticas como, por exemplo, a política de saneamento básico e estas oportunidades serem consideradas na construção dos planos e políticas de RH municipais.

O segundo palestrante, Geraldo Ribeiro Neto, iniciou com a apresentação da Lei Municipal de Campinas nº12787/06 que tratava dos recursos hídricos mas não foi colocada em prática na época. Porém foi através do Plano de Recursos Hídricos liderado pela Secretaria do Verde com participação de outras secretarias que desde 2014 este trabalho começou a se tornar realidade.  O Plano Municipal de Recursos Hídricos teve como primeiro passo a força política, exigindo a elaboração do mesmo, e para sua elaboração contou com grupos de trabalho compostos por diferentes secretarias. Foi apresentado o esforço para se realizarem oficinas de diálogo com a comunidade sobre o Plano, e reconhecida a dificuldade de chegar ao público, tanto na participação como nas ferramentas de diálogo. Na audiência Pública também foi verificada pouca participação social. Em 2016 com objetivo de nortear as ações do município referente aos recursos hídricos, foi lançado o documento final do Plano com o objetivo de: “Assegurar a qualidade e quantidade, valorizando as potencialidades e reduzindo a vulnerabilidade hídrica do município de Campinas”.

O terceiro palestrante, Gustavo Arthur Prado, falou do trabalho da Sanasa a respeito da água e do esgoto de Campinas e de sua conexão com toda a bacia do PCJ. Contou sobre o histórico dos sistemas de abastecimento de água da cidade e do esgotamento e tratamento do efluente gerado. Pontuou as ações voltadas aos recursos hídricos na cidade, como os planos de saneamento e recursos hídricos, recuperação de APP’s, regulamentação em âmbito municipal para a utilização da água de reuso e a ampliação da substituição das redes de água. Falou sobre ações em desenvolvimento como, a ampliação de reservatório de água, diversificação dos mananciais, construção de barragem e a otimização da rede para o controle de perdas. Como desafios, apontou a universalização do saneamento, incentivo ao reuso da água, melhoria na fiscalização e por fim, adoção de uma atitude ética em relação ao próximo e ao meio ambiente por parte da população.

O último palestrante, Prof. Dr. Sandro Tonso questionou a atribuição de muita responsabilidade à educação ambiental na teoria, mas não na prática, observando que todos os palestrantes que o antecederam apontaram sua importância. E nos questionou sobre qual Educação Ambiental nós queremos? Afirmando que a atual educação não tem ajudado a conservação da água. Ressaltou a apropriação desigual da água pelos diferentes grupos humanos e mencionou que a poluição não atinge a todos de modo igual. Então colocou “Qual Educação Ambiental precisamos?” e desenvolveu falando sobre uma educação que estimule uma visão mais complexa, ampla do ambiente, uma educação includente, superando as cartilhas e panfletos. Pra ser includente, o Professor ressaltou alguns pontos como: a troca e apropriação de conteúdos, sensibilidade em relação ao mundo, proporcionar um posicionamento político, o descobrimento do que sentimos ao que sabemos, uma educação estimuladora á transformação do mundo. E finalizou com o desafio de incluir, de ser humano, de sentir, ouvir, ver, pegar e pulsar.

No período da tarde ocorreram oficinas temáticas com uma metodologia participativa conhecida como world café, onde houve uma discussão a partir de perguntas:

Que oportunidades o envolvimento da sociedade com a água nos trazem?

     -Quais os desafios para gerenciar a água do nosso município?

     -O que é fundamental na construção de políticas públicas neste contexto?

As palestras, as oficinas e a metodologia deram embasamento e oportunizaram o debate entre os participantes, afim de amadurecerem e construírem propostas que podem contribuir para uma melhor participação nas políticas municipais e no gerenciamento dos recursos hídricos em sua localidade.

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